19.4.12

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Como um baloiço, movo-me conforme o vento e sei que acabo por te magoar. É uma brisa repleta de medos passados, inseguranças obscuras e por outro lado, recheado das páginas mais lindas da minha vida. O intervalo é um enorme vazio. É, balança-me até aos extremos da vida, oito ou oitenta. Faz-me fugitiva do sorriso e traz-me numa mala velha todas as memórias pesadas de que me quero desprender. Mas eu.. Oh, eu luto contra todo o vento que me tente pôr no chão e dou-te a mão para o fazermos juntos. Contigo escrevo um novo livro, onde o que é redigido em nada tem a ver com pretérito e onde o vento não tem lugar. Virar a página está fora de questão e se depender de mim, não há brisa capaz de me mover, arder ou ferir.

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